sexta-feira, 8 de maio de 2009

A tua Espera Luar

Hoje o Luar não vem, a lua está triste, as nuvens fizeram um manto a tapar a terra, e ela só muito aos poucos vai aparecendo.
Umas gotas de água começam a cair, será que a lua também sabe chorar, porque hoje não pode brilhar sobre a terra... Ou o luar deixou alguém enfeitiçado e a lua está com ciúmes!
Hoje o luar não pode iluminar os bancos de alguns jardins, onde os namorados trocam juras de amor ,os pescadores que partem para o mar, onde a lua se vem reflectir para ver se está bonita, e o meu quarto ficou mais escuro, porque hoje não pode vir brincar com os cortinados da minha janela. Mas eu vou ficar á espera que apareça, que me venha dar o habitual beijo de boas noites, um habito antigo a que nem ele nem eu podemos passar, A um canto
da minha janela vou , olhando a noite e esperando que a lua o deixe voltar

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A lua e o rio

Quando as estrelas aparecem no firmamento, quer dizer que há noite há luar.
E eu estou pronta para olhar o céu, e muitas vezes ficar sentada até o sono chegar, faz calor nessas noites; são noites quentes de verão, e no Ribatejo ouvem-se as cigarras e os grilos ao desafio, sabe bem estar no terraço da casa mas as osgas sobem pelas paredes, e a mim arrepiam-me, conseguem ver-se nitidamente, não as mato, coitadas também têm direito á vida.
A lua passa por entre os ramos e vai reflectir-se no rio como se fosse um espelho, e os seus raios brilham mas águas calmas do Tejo. Apetece um banho naquele rio tranquilo, não seria a primeira vez se o fizesse, quantas noites de luar iamos ao rio para tomar banho, nem precisavamos de tirar a roupa . Já de madrugada, a lua começa a sua trajectória para o principio da manhã, e os primeiros raios do sol começam a brilhar no firmamento o luar passou a dia claro!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Baile das Andorinhas


Final de tarde de um Setembro já distante, sentada a porta da avó via o serpentiar da estrada que me parecia longa, mas que mais não tinha que alguns metros,nos meus passinhos de criança, era para mim uma grande distancia. A acompanhar a curva da estrada, os postes da electricidade, e os fios dos telefones, era ver as andorinhas a juntarem-se antes da noite chegar. A tarde caia mas o calor ainda se fazia sentir, e então começava o baile de fim de tarde, antes de recolherem aos ninhos nos beirais, da adega velha, ou nos pilares da velha ponte... Eram aos bandos, levantavam vou-o, e vinham quase a varrer o chão, de tão baixo que voavam, cruzavam umas nas outras sem nunca se tocarem, faziam subidas e descidas, embaladas pelo vento, e eu ficava horas a vê-las subir e descer, queria juntar-me a elas na minha imaginação de criança, mas corriam a estrada, para depois voltarem a vir voar para bem perto de mim. A noite começava a cair, e tambem elas começavam a voltar aos beirais , e a avó dizia; Nita vem p"ra dentro as andorinhas já foram dormir

domingo, 3 de maio de 2009

A ti Mãe

Mãe, mesmo não tendo nada a ver contigo, de sermos completamente diferentes, de até a vida nos ter separado para sempre, vais ser sempre a minha Mãe.
Fui feliz tendo uma avó fabulosa, uma avó que foi mãe e avó ao mesmo tempo, que secou as minhas lágrimas que acalmou as minhas noites, que me embalou e contou histórias de criança, que me ensinou a ser feliz. A ti Mãe, não te posso tirar o nome, mas também não te posso dar o amor e o carinho que dei á minha Avó.
Mãe não se empresta não se dá aos bocadinhos, está presente nos bons e maus momentos, mas nesses tu não estavas, e eu tinha a minha Avó.
Criaste um vidro invisível, que ao mais pequeno toque gelava, foste tu mãe que me afastaste de ti, que nunca deixas-te aproximar-me, ou foi a vida que nos afastou!
Mas mesmo assim quero que saibas que ainda gosto muito de TI
Cavalos á solta

Criança menina eu não quero crescer
correr pelos campos gosto de o fazer.
Atraz dos cavalos gosto de andar,
gritar-lhes bem alto para os espantar
Faze-los fugir e a crina abanar
para eles no rio se irem banhar.
Festinhas lhes faço para os acalmar
o nome lhes dou para os chamar.
Formoso, Bonito, Malhado e Tritão,
eram os cavalos da minha paixão.
Pelo campo corria com o Alazão,
e a macã lhe dava para o chamar á mão