Final de tarde de um Setembro já distante, sentada a porta da avó via o serpen
tiar da estrada que me parecia longa, mas que mais não tinha que alguns metros,nos meus passinhos de criança, era para mim uma grande distancia. A acompanhar a curva da estrada, os postes da electricidade, e os fios dos telefones, era ver as andorinhas a juntarem-se antes da noite chegar. A tarde caia mas o calor ainda se fazia sentir, e então começava o baile de fim de tarde, antes de recolherem aos ninhos nos beirais, da adega velha, ou nos pilares da velha ponte... Eram aos bandos, levantavam vou-o, e vinham quase a varrer o chão, de tão baixo que voavam, cruzavam umas nas outras sem nunca se tocarem, faziam subidas e descidas, embaladas pelo vento, e eu ficava horas a vê-las subir e descer, queria juntar-me a elas na minha imaginação de criança, mas corriam a estrada, para depois voltarem a vir voar para bem perto de mim. A noite começava a cair, e tambem elas começavam a voltar aos beirais , e a avó dizia; Nita vem p"ra dentro as andorinhas já foram dormir
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